Na colina distante, permanecia a família rogando incessantemente por Caim.
Em seus anseios, não conseguiam ficar longe daquele altar, berço de lágrimas e sangue.
Ali junto a ele, Caim viera ao mundo, banhado pela luz do sacrifício;
Ali fora instruído no caminho da salvação.
Ali aguardariam com fé, até vê-lo retornar arrependido.
Sob o sorriso do anjo, Caim vencido pelo cansaço de seus sonhos desfeitos, adormeceu a um passo do paraíso de muralhas invisíveis muralhas que somente poderiam ser finalmente transportas pelo amor que sacrifica.
Uma brisa suave despertou-o naquela manhã, convidando-o a seguir o sol naquela jornada rumo ao altar.
Como dois companheiros avançariam sobre os espinhos, quebrando-os com os seus pés feridos;
Como guerreiros caminhariam rumo à colina do entardecer, não para serem vencidos pela noite, mas para destruírem-na em sua fuga.
Nessa marcha de resgate tombariam finalmente sobre o altar distante, não vencidos pela morte, mas conquistando a vida nascida da luz.
Com humildade, Caim deu os primeiros passos no caminho do arrependimento, caminho que logo após o altar, lhe descerraria o seu lar de amor.
Eram passos movidos por fé, pois diante de si não podia ver a face de seu companheiro, o sol, mas tinha certeza de sua presença, pois nos ombros podia sentir seu calor a acariciá-lo num terno abraço.
Eram companheiros de jornada pelo caminho da vitória.