Rejubilantes, as hostes fiéis presenciaram o alvorecer do sexto dia.
O que criaria Deus nesse novo dia?
Esta indagação pairava na mente de todos os seres racionais.
Estavam certos de que algo muito especial estava para acontecer.
Então Deus ergueu os potentes braços, e ordenou: “Produza a Terra alma vivente conforme a sua espécie: gado, répteis e bestas-feras da terra, conforme a sua espécie”.
Sua voz poderosa foi prontamente ouvida e, nas florestas e campos, pôde-se ver o resultado de Seu poder criador.
Animais de todas as espécies despertaram numa existência feliz, em meio a um paraíso de perfeita paz.
A Terra tomara-se extremamente bela, como uma princesa adornada para receber o seu rei e senhor. Quem seria esse ser especial?
Movendo-Se com majestade, o Eterno baixou às glórias do novo mundo, dirigindo-Se ao jardim do Éden, lugar do divino trono.
Os anjos da luz acompanharam-No reverentes, detendo-se em uma nuvem sobre os céus do paraíso.
Todo Universo observava com profundo interesse o desdobramento dos atos do Criador, em resposta às acusações de seus inimigos.
O momento era decisivo.
Tudo indicava que o Eterno demonstraria não ser tirano nem egoísta, coroando alguém sobre o monte Sião.
Satanás e seus seguidores não duvidavam de que o reino lhes seria entregue e reinariam vitoriosos no seio daquele antigo abismo, onde as trevas e a luz agora se entrelaçavam.
Os súditos da luz estremeceram ante essa perspectiva.