No Éden pairava a doce calma de uma perfeita paz.
Por todos os lados os passarinhos faziam ouvir seus alegres trinos em louvor constante ao Criador.
Toda a natureza a florir parecia proclamar um reino de eterna alegria.
Os animais em união brincavam por toda parte, sempre submissos ao homem, o senhor daquele paraíso encantador.
Tudo era felicidade para o casal; mas esta tornava-se mais intensa na viração daqueles dias primaveris.
O arrebol, que com sua beleza coloria o céu prenunciando as escuras noites, anunciava-lhes também o momento da visita diária do Eterno.
Juntos, sob a luz de Sua presença, passavam longo tempo em conversação.
Com ânimo, o casal contava ao Senhor as surpreendentes maravilhas que iam descobrindo a cada dia na natureza.
Deus, com carinho, descerrava-lhes o significado de cada ser.
Como ficavam gratos pelas lindas lições aprendidas a Seus pés!
A cada dia que passava maior era o amor, o respeito e a admiração pelo grandioso Criador.
Como Ele fora bom, trazendo-os à existência e concedendo-lhes um lar tão cheio de delícias!
Ao despertarem para as alegrias de cada dia vinham-lhes à lembrança as carícias e o doce canto do Eterno, que os fazia adormecer todas as noites.
A vida de Adão e Eva no Éden não era de ociosidade.
A eles foi recomendado o cuidado do jardim.
Sua ocupação não era cansativa, ao contrário, era agradável e revigorante.
O Criador indicara o trabalho como uma fonte de benefícios para o homem, a fim de ocupar-lhe a mente e fortalecer-lhe o corpo, desenvolvendo-lhe todas as faculdades.
Na atividade mental e física, o homem encontrava um elevado prazer.
Era comum ao jovem casal receber visitas de seres celestes.
Aos visitantes sempre tinham novidades a relatar e perguntas a fazer.
Passavam longo tempo ouvindo deles sobre as maravilhas do reino de luz.
Através desses visitantes, Adão e Eva passaram a ter amplo conhecimento da rebelião de Lúcifer e de suas eternas consequências.
Aos visitantes, Adão e Eva sempre pediam que lhes ensinassem os harmoniosos cânticos celestiais.
Como se deleitavam ao unirem as vozes ao coro angelical!