As semanas iam se passando trazendo consigo novos sacrifícios para o altar, e o pequeno Caim, alvo da atenção e cuidado de Deus, das hostes da luz e daqueles amantes pais incansáveis na missão de instruí-lo, agrupando suas poucas palavras, sempre curiosos com tudo passou a interrogar.
O dia declinava quando o menino, que jazia ao colo de sua mãe, perguntou-lhe:
Mamãe, por que o sol sempre vai-se embora, deixando a gente no frio da escuridão?
Eva, surpresa contemplou seu filho, sem encontrar palavras para responder-lhe a indagação que trouxe-lhe à lembrança o passado de felicidade destruído por sua culpa.
Após um momento de silêncio, beijando a face do pequeno Caim, disse-lhe:
Filhinho, um dia o sol virá para ficar, trazendo em seus raios um mundo só de harmonia; já não haverá animaizinhos a brigar, nem cordeirinhos a morrerem sobre o altar.
O pequeno Caim desejando ver raiar logo esse dia, disse para sua mãe:
“Mamãe, amanhã o sol nascerá no paraíso; Pede para ele ficar! Assim poderei brincar, brincar, e nunca mais dormir”.
Ansioso em ver raiar o dia que não teria fim, o pequenino Caim somente adormeceu após fazer sua mãe prometer que pediria ao sol para permanecer.