Oh meus filhos, meus amados, ouvi as admoestações de vosso pai, pois essa é a vontade do Senhor.
Foi-me concedido estar convosco para vos anunciar, não de meus lábios, mas dos lábios do Senhor, tudo que é e que foi e tudo que é agora, e tudo que será até o dia do julgamento.
Pois o Senhor permitiu que eu viesse até vós, portanto, ouvi as palavras de meus lábios, mas sou aquele que viu a face do Senhor, e como o ferro no fogo, ela lança centelhas que queimam.
Vós olhais meus olhos agora, os olhos de um homem que para vós é grande, mas vi os olhos do Senhor, brilhando como os raios do sol e enchendo os olhos do homem com terror.
Meus filhos, vós vedes a mão direita de um homem que vos auxilia, mas eu vi a mão direita do Senhor preenchendo todo o céu quando ele me ajudou.
Vós vedes a extensão da minha obra da mesma forma que vedes a vossa, mas eu vi a extensão ilimitada e perfeita da obra do Senhor.
Vós ouvis as palavras da minha boca, da mesma forma que eu ouvi as palavras do Senhor, parecendo-se a um trovão violento e incessante, como nuvens que se arremessam umas contra as outras.
Agora, ouvi as declarações do pai da terra. E sabeis quão temível é apresentar-se diante do governante da terra.
Pensai quão terrível e impressionante é apresentar-se diante do governante do céu, o senhor dos vivos e dos mortos, e das hostes celestiais.
Quem poderia suportar essa dor infinita?